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SAIBA MAIS →Os ensaios in situ representam um pilar fundamental da investigação geotécnica moderna, abrangendo todos os procedimentos de campo que avaliam as propriedades mecânicas e hidráulicas do terreno em seu estado natural. Em Belo Horizonte, esta categoria ganha relevância estratégica devido à complexidade geológica local e à expansão urbana acelerada sobre terrenos desafiadores. Diferentemente dos ensaios laboratoriais, que dependem de amostras extraídas e transportadas, os ensaios in situ preservam as condições originais de tensão, estrutura e umidade do solo, fornecendo parâmetros mais realistas para projetos de fundações, contenções e obras subterrâneas.
A geologia de Belo Horizonte é dominada pelo Complexo Belo Horizonte, com gnaisses, granitos e rochas metassedimentares frequentemente alteradas, gerando perfis de solo residual e saprolítico de comportamento heterogêneo. Estas formações apresentam variações bruscas de resistência e permeabilidade, além de estruturas reliquiares que podem induzir planos de fraqueza. Nesse contexto, os ensaios in situ são indispensáveis para caracterizar adequadamente a estratigrafia e os parâmetros de deformabilidade e resistência, minimizando riscos geotécnicos. A presença de aquíferos fraturados e a suscetibilidade a processos erosivos reforçam a necessidade de investigações precisas e representativas.
No Brasil, a normativa técnica que rege os ensaios in situ é estabelecida principalmente pela ABNT NBR 6484:2020, que fixa os procedimentos para sondagens de simples reconhecimento com SPT, e pela ABNT NBR 16843:2020, que normatiza o ensaio de cone (CPT). Para ensaios mais específicos, como o ensaio de dilatómetro plano (DMT) e o ensaio pressiométrico de Ménard, são adotadas normas internacionais como a ABNT NBR e a ISO 22476-4, respectivamente, uma vez que ainda não existem normas ABNT específicas. A conformidade com estas normas garante a qualidade e a comparabilidade dos resultados, sendo exigida por órgãos como a NBR 6122:2019 para projetos de fundações.
Esta categoria de ensaios é requisitada em praticamente todos os projetos de engenharia civil e mineração na região metropolitana de Belo Horizonte. Edificações de grande porte, como torres comerciais e residenciais na Savassi e no Belvedere, túneis e viadutos do anel rodoviário, e barragens de contenção de rejeitos no quadrilátero ferrífero dependem de ensaios como o ensaio de placa de carga (PLT) para determinação da capacidade de carga e do módulo de deformação do terreno. A coleta de amostragem indeformada (tubo Shelby) é igualmente crítica quando se necessita de parâmetros de resistência ao cisalhamento em condições não drenadas, especialmente em depósitos de argilas moles encontrados em algumas várzeas da região.
Os ensaios in situ avaliam o solo ou rocha em seu estado natural, preservando tensões, estrutura e umidade originais, o que é crucial em perfis heterogêneos como os de Belo Horizonte. Já os ensaios laboratoriais dependem de amostras que inevitavelmente sofrem algum grau de amolgamento, mesmo com técnicas como a amostragem indeformada em tubo Shelby, podendo subestimar parâmetros de resistência e deformabilidade do maciço.
A ABNT NBR 6484:2020 rege o SPT, enquanto a ABNT NBR 16843:2020 normatiza o ensaio de cone (CPT). Para ensaios como o dilatómetro plano (DMT) e o pressiométrico de Ménard, são adotadas normas internacionais como ABNT NBR e ISO 22476-4, respectivamente. A NBR 6122:2019, sobre projetos de fundações, estabelece a obrigatoriedade de investigações geotécnicas complementares conforme a complexidade da obra.
São essenciais em edificações de grande porte na região central, obras viárias como túneis e viadutos do anel rodoviário, e barragens de mineração no quadrilátero ferrífero. A variabilidade do solo residual de gnaisse e a presença de blocos de rocha tornam os ensaios in situ a única forma confiável de obter parâmetros de projeto, especialmente para fundações profundas e contenções de grande altura.
O predomínio de solos residuais e saprolíticos de gnaisse, com estruturas reliquiares e variações bruscas de resistência, exige ensaios que forneçam perfis contínuos ou semi-contínuos de propriedades. Técnicas como o DMT e o pressiômetro Ménard são particularmente úteis para detectar zonas de fraqueza e obter módulos de deformabilidade em profundidade, superando as limitações do SPT nesses materiais heterogêneos.
Atendemos projetos em Belo Horizonte e sua zona metropolitana.